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A
fantasia do cinema que mexe com a imaginação das pessoas é
a mesma que movimenta bilhões de dólares na economia global.
Impulsionada pelo surgimento de novas tecnologias e pela globalização,
a indústria cinematográfica apresenta particularidades e oportunidades
que são analisadas na coleção Cinema no Mundo: indústria,
política e mercado, que será lançada pela Escrituras Editora
no próximo dia 25 de outubro durante a 31ª Mostra Internacional
de Cinema. A coleção está dividida em cinco livros que abordam
as transformações política, econômica e mercadológica da indústria
cinematográfica na África, América Latina, Ásia, Estados Unidos
e Europa.
A
organização da coleção de livros é assinada por Alessandra
Meleiro, PhD em Cinema e Políticas Culturais pela ECA/USP
e pós-doutoranda pela Universidade de Londres. Segundo Alessandra,
o objetivo dos livros é sistematizar e analisar as políticas,
modelos e estruturas atuais das indústrias cinematográficas.
Ela destaca a importância da coleção como um guia para profissionais
da indústria audiovisual e cinematográfica, estudantes de
cinema e comunicação, gestores públicos da área audiovisual
e cinematográfica, cinéfilos e interessados em geral no assunto.
“É a primeira iniciativa acadêmica na área de estudos de cinema,
em português, que aborda o cinema sob a perspectiva industrial
e mercadológica, além de ter um olhar sobre as políticas para
a área cinematográfica”, afirma Alessandra.
A
idéia do livro surgiu a partir de um pós-doutorado, intitulado
“Dinâmica e Estrutura da Circulação Transnacional de Produtos
Audiovisuais”, desenvolvido pela organizadora dos livros na
Universidade de Londres. “Como o estudo tem abrangência mundial
vi que apenas um livro não seria suficiente para cobrir os
principais mercados, por isso a idealização de uma coleção
que abrangesse África, Ásia, Europa, América Latina e Estados
Unidos”, explica a escritora. A coleção também se tornou possível
graças a um prêmio recebido da Secretaria de Governo do Estado
de São Paulo, o PAC, em 2006, e ao apoio da Sony Brasil, em
seu primeiro projeto patrocinado por meio da lei de incentivo
fiscal.
Os
autores dos artigos distribuídos nos cinco volumes da coleção
são renomados acadêmicos da área de estudos de cinema (da
África, Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina), analistas,
pesquisadores e consultores em economia política do cinema
como Octavio Getino (da Argentina), Janet Wasko (EUA), Manthia
Diawara e Keyan Tomaselli (África), André Lange e Dina Iordanova
(Europa), e Shujen Wang (Ásia).
Sobre
cada volume:
O
primeiro
livro da coleção Cinema no Mundo: indústria, política e
mercado é dedicado a África e traz as tendências
e evolução do cinema africano e sua ideologia (Ferid Boughedir),
o questionamento da descolonização da mente como pré-requisito
para a prática criativa do cinema africano (Ngugi Wa Thiong’o),
a iconografia do cinema da África Ocidental (Manthia Diawara),
o papel dos festivais na recepção e divulgação do cinema africano
(Mohamed Bamba), o pós-apartheid e o cinema sul-africano (Keyan
Tomaselli & Arnold Shepperson), o cinema africano ao norte
e ao sul do Saara (Roy Armes) e o boom da vídeo-economia da
Nigéria (Françoise Balogoun).
O
segundo
volume aborda as cinematografias da América Latina
e do Caribe, suas indústrias, produções e mercados
(Octavio Getino), a política cinematográfica brasileira para
o século 21 (Jom Tob Azulay), o mercado cinematográfico brasileiro
(André Gatti), a circulação global e local do novo cinema
argentino (Tamara L. Falicov), as iniciativas sinérgicas de
co-produção, distribuição e exibição no cinema latino-americano
(Libia Villazana) e a cinematografia dos países andinos (Nora
de Izcue).
O
terceiro
volume é dedicado a Ásia e analisa o cinema sul-coreano
e sua relação com os mercados internacionais (Miriam Ross),
a indústria cinematográfica no Japão (Chris Howard), o novo
auge da produção e distribuição do cinema indiano (Derek Bose),
a distribuição de filmes na China continental (Shujen Wang),
a indústria cinematográfica taiwanesa (Hsiao-Ling Chung) e
a conexão com a distribuição, pirataria e importação paralela
em Hong Kong (Shujen Wang).
O
quarto
volume da coleção discute o porquê de Hollywood ser global
(Janet Wasko), a co-produção hollywoodiana (John McMurria),
os direitos globais de Hollywood (Nitin Govil), a falsa oposição
entre “Hollywood” e “Independentes” investigada nos filmes
de Steven Soderbergh (Drew A. Morton) e a produção cinematográfica
latina nos Estados Unidos (Henry Puente).
Por
último, o quinto
volume da coleção abrange o contexto político e institucional
do financiamento público da indústria cinematográfica e audiovisual
na Europa (André Lange e Tim Westcott), as definições legais
como forma de acesso para os sistemas de apoio na Europa
(Susanne Nikoltchev), o apoio público para a promoção internacional
de filmes europeus (Teresa Hoefert de Turégano), as várias
faces dos festivais de cinema europeus (Marijke de Valck),
a indústria cinematográfica britânica (Andrew Higson e James
Caterer), a delicada situação do cinema francês (Joël Augros),
a reconquista do mercado doméstico da indústria cinematográfica
espanhola com vistas para a internacionalização (Alejandro
Pardo), os padrões de competitividade e proteção da indústria
cinematográfica alemã (Marc Silberman) e a indústria cinematográfica
da Europa Centro-Oriental (Dina Iordanova).
Sobre
a organizadora:
Alessandra Meleiro Pós-doutoranda pela Universidade
de Londres (Faculty of Arts & Humanities)/Fundap com financiamento
Fapesp. Doutora em Cinema e Políticas Culturais pela ECA/USP
e Mestre em Multimeios pelo Instituto de Artes/UNICAMP. Autora
do livro O Novo Cinema Iraniano (Escrituras Editora). Colaboradora
dos jornais Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil.
Presidente do Instituto Iniciativa Cultural e Sócia-Diretora
da Cinnamon Comunicação. Foi professora em diversas universidades
de São Paulo. Atua como curadora em instituições como SESC
e Centro Cultural Banco do Brasil. Apresentadora do programa
Cultura e Criação, veiculado na Rádio Eldorado (SP).
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