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Íris
Digital, é o olhar sobre as urbes subumanas, contemporâneas, em seus
contrastes tecnológicos e pop-digitais que escorrem - de forma profunda,
limpa ou imunda - na fuligem poluída, na lua partida, no céu de néon,
ao Sol aberto, em meio aos painéis eletrônicos e aos aglomerados. Fuligem
poluída sobre as pessoas nas ruas, na vida flagrada pela íris que registra
as esquinas do mundo... e, ao mesmo tempo, traz o código de identidade
pessoal e intransferível da nova era digital, a senha de acesso aos lugares.
Paula Valéria vê o palco dos atores anônimos que desfilam suas dores e
amores, entre cores, túneis, fossas na multidão, nos espaços da solidão.
A graça ou a alegria de andar sem sentido. O retrato fotografado pela
poeta vagando na ordem ou no caos. O livro traz na capa o objeto caixa
de vidro, foto e agulhas, da artista contemporânea Renata Barros,
em foto negativo/positivo. Esta obra participou de exposições na Alemanha
e no Brasil. A artista faz parte da geração anos 90, assim como a autora.
Paula
Valéria Andrade Nasceu no Rio de Janeiro. Cursou Filosofia na PUC
e formou-se em Desenho Industrial, Comunicação Visual e Educação Artística.
Trabalha há 16 anos com cenografia e figurinos para TV, películas e teatro,
com prêmios APCA, Apetesp e Mambembe. Escreve desde menina, e foi premio
Jabuti - Câmara Brasileira do Livro - aos 21 anos. Tem 6 livros infantis
publicados, todos eles com exposições de suas ilustrações na Itália, Holanda
e Alemanha. Desde 1998 é colunista em websites e escreve sobre arte, teatro
e literatura. Morou em Berlin, Londres, São Paulo, Austin, no Texas, e
San Francisco e Los Angeles, na Califórnia, onde reside há mais de dois
anos. Foi premiada em terceiro lugar no concurso "Jogos Florais, Palavras
e Música - 2003", em Portugal, com o poema "Mirar Miro", na categoria
Poesia Lírica. Para maiores informações, http://www.ocisco.net/paulav.htm
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